domingo, 10 de novembro de 2013

FILOSOFIA MEDIEVAL

 
Podemos chamar de Filosofia Medieval a filosofia que se desenvolveu na Europa durante a Idade Média (entre os séculos V e XV). Como este período foi marcado por grande influência da Igreja Católica nas diversas áreas do conhecimento, os temas religiosos predominaram no campo filosófico. 
 
Características:
 
- Relação entre razão e fé;
- Existência e natureza de Deus;
- Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;
- Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.
 
Escolástica (século IX ao XIV) 
 
Foi um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a revelação religiosa do cristianismo. 
 
 
 As ideias dos filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem grande importância nesta fase. 
 
Os teólogos e filósofos cristão começam a se preocupar em provar a existência da alma humana e de Deus. 
 
Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres humanos à salvação. 
 
No século XII, os conhecimentos passam a ser debatidos, armazenados e transmitidos de forma mais eficiente com o surgimento de várias universidades na Europa.

Texto retirado do link:

http://www.suapesquisa.com/idademedia/filosofia_medieval.htm
 
 
A VIDA MEDIEVAL
 
 
 
    O PENSAMENTO E AS IDEIAS MEDIEVAIS
 
 
Durante o primeiro milênio da era cristã, a influência romana foi diminuindo, a Igreja tornou-se autoridade dominante na Europa Ocidental.
As questões sobre a natureza e o universo além de questões sobre os valores morais deveriam ser respondidos pelas escrituras - não eram temas para discussão filosófica.
Santo Agostinho buscou integrar a filosofia grega à religião - tarefa da escolástica (escolas monásticas).
A Igreja mantinha o monopólio sobre o ensino.
Já na China e no Japão a poesia e a arte coexistiam com a religião - viviam uma época de ouro culturalmente. Árabes e Persas preservaram e traduziram as obras dos filósofos gregos clássicos - incorporando estas ideias na sua cultura.
 
Principais Filósofos do período:
 
Santo Agostinho
 
Os humanos são seres racionais.
Para que sejam racionais, os humanos devem ter livre-arbítrio.
Isso significa que devem ser capazes de escolher entre o bem e o mal.
Os humanos podem, portanto, agir bem ou mal.
Deus não é a origem do mal.


Boécio
 
Deus vive no eterno presente.
Deus conhece o futuro como se ele fosse o presente.
Deus antevê nossos pensamentos e atos autônomos.
 
 
Avicena
 
Se eu ficasse de olhos vendados e suspenso no ar, tocando em nada... não saberia que tenho um corpo.
Então minha alma não é um corpo, mas algo diferente.
Mas saberia que eu - meu "eu" ou alma - existo.
A alma é distinta do corpo.
 
Santo Anselmo
 
"Acreditamos que vós (Deus) sois algo que nada se pode conceber que vos seja maior"
 
Averróis
 
Aceitamos que o Alcorão é verdadeiro.
Mas algumas partes dele são demonstravelmente equívocas.
O texto é uma verdade poética e deve ser interpretado pelo raciocínio filosófico.
 
Moisés Maimônides
 
Atributos são acidentais e acidentais.
Mas Deus não tem acasos.
Atributos essenciais definem, mas Deus é indefinível.
Deus não tem atributos.
 
 
Jalal ad-Din Rumi
 
Todo o universo, incluindo o homem, é parte de um infinito fluxo da vida.
Qualquer ser que cesse de existir numa forma sempre renasce em outra forma.
O passado é ligado ao presente e o presente ao futuro num "continuum infinito".
 
Santo Tomás de Aquino
 
Aristóteles diz que o universo sempre existiu.
A Bíblia diz que o universo nem sempre existiu.
O mundo teve um começo, mas Deus pode tê-lo criado de forma a ter existido eternamente.
 
Nicolau de Cusa
 
"O-que-conheço não é Deus e o-que-concebo não é parecido com Deus".
 
Erasmo e Roterdã
 
"A felicidade é alcançada quando a pessoa está pronta para ser o que ela é".

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

MITOS - DOCUMENTÁRIOS E VÍDEOS

Alguns vídeos com mitos de várias civilizações.

Exibição do vídeo sobre MITOS GREGOS.




MITO INDÍGENA.







MITO EGÍPCIO.




MITOLOGIA AFRICANA.





quarta-feira, 1 de maio de 2013


O que é a REALIDADE?

Material para consulta:



3. Filme: MATRIX 










Olá!!!
Este Blog foi feito pensando em você! 
Aqui podemos trocar ideias, pensar sobre as coisas e descobrir muitas outras.
Um grande e afetuoso abraço.

Professora Adriana Arruda

AULA 1 - O MITO DA CAVERNA... vamos lembrar um pouco do que foi falado?



TEXTO: Márcia Tiburi

Conversar é uma forma de amar
Marcia TiburiPublicado em Vida Simples

O diálogo foi uma das questões mais importantes no surgimento da filosofia. Serviu de modelo teórico de uma ação prática. Platão, na antiguidade clássica, usou-o como estilo para mostrar que a filosofia dependia da conversação. Ele queria mostrar que ela não era uma teoria isolada das relações humanas. Que nascia da diferença do pensamento de cada um que entrava em contato com o pensamento de outro. Chegou a dizer que o pensamento era o diálogo da alma consigo mesma num sentido muito próximo do “falar com os próprios botões” que conhecemos tão bem. Pensar era uma questão de linguagem. O pensamento precisava das palavras, da gramática, da língua, do imaginário, do mito, para se expressar e, por isso, o cuidado com a escolha e o uso de todos estes elementos era tão essencial.
Da conversação é que surgem todas as nossas relações sociais: desde a família até as decisões políticas, passando pela amizade e pelo amor. É porque não sabemos que a arte da conversa é muito mais do que a mera persuasão, que convencimento ou sedução, que perdemos de vista sua função ética. Conversar serve para criar laços sinceros e reais. Com ele se funda o que chamamos sociedade cujo laço essencial é o amor, segundo Humberto Maturana, importante biólogo e filósofo chileno da atualidade.
Ninguém conversa mais

Desaprendemos de conversar por alguns motivos. Um deles é o descaso que temos com as palavras. Nem nos preocupamos em conhecê-las, não avaliamos a história da humanidade que nelas se guarda. Não imaginamos que palavras tão comuns quanto liberdade, memória, história, pensamento, prática, e tantas outras possuem uma vasta história. E não se trata apenas da etimologia, da origem dos nomes, mas da função simbólica, do que está guardado nas palavras como sentido que vai além delas e mostra o mundo humano dos afetos, sentimentos, desejos, projetos. Não apenas os poetas e escritores devem cuidar das palavras, mas todos os humanos.

Conversar é perigoso, dizem os donos do poder
A má política, aquela que se separou da ética, sempre soube o quão perigoso para si mesma era a conversação. Nos campos de concentração da Alemanha nazista era comum a separação de prisioneiros de mesma língua e o convívio de prisioneiros de nacionalidades diferentes. Podemos chamar “violência simbólica”, segundo a expressão do sociólogo do século XX Pierre Bordieau, a este gesto de impedir o contato pela palavra. Sabiam os nazistas que este era um procedimento de tortura mental e também de proteção do regime. Sabiam que a conversa sempre aproxima os seres humanos por criar afetos e, deles, pode surgir algum projeto que modifique alguma coisa que alguém desejava ver sempre igual. A conversação cria cumplicidade. Por isso, todas as instituições autoritárias proíbem a conversação.
Mas o problema maior em nossa sociedade atual é o fato de que incorporamos a proibição da conversa. Introjetamos o medo do contato. Não sabemos mais conversar, perdemos o estímulo quando caímos em depressão ou morremos de medo quando somos tímidos. A frase de Sartre “o inferno são os outros” muitas vezes pode nos socorrer diante do pavor do contato e da relação mais íntima com quem poderia vir a ser um amigo.
 Quantas vezes parecemos conversar, mas isso não ocorre. Conversações estranhas, porque sem diálogo, aparecem quando numa festa, num encontro casual, ou na escola, no trabalho, ou mesmo em casa, contamos sobre um filme que vimos. A pessoa a quem nos dirigimos, quem deveria conversar sobre o que lhe dizemos, recorre imediatamente a outro filme que ela viu ou diz não gostar de cinema. Fazemos isso e assim nem conversamos sobre o filme assistido por quem narra o fato, nem o visto por quem o ouve. Perdemos a capacidade de prestar atenção no que foi dito. A capacidade de escutar está em extinção. Se usarmos outro exemplo perceberemos o fenômeno de modo ainda mais claro: quando alguém fala de seus problemas, o outro, aquele que deveria ouvir, sempre comparece com seus exemplos interrompendo a atenção necessária à exposição do primeiro, quando não chega a dizer “não quero ouvir, pois isso não me acrescentará nada”, como se conversar – o que fazemos de mais humano - fosse uma troca mercantil de lucros e ganhos. Ou ainda, interrompe com um “eu sei” prepotente, inviabilizando toda descoberta. Em outras palavras, nos tornamos – em graus variados - incomunicáveis. Em tempos de comunicação de massas, numa sociedade estimulada pela mídia que nem sempre cumpre com seu papel de comunicar, esta se tornou uma questão essencial.
O que teremos a nos dizer no futuro? 
Walter Benjamin dizia que a incapacidade de narrar experiências comunicáveis resulta das experiências negativas que sofremos. Um soldado que vai a guerra é o seu exemplo, mas podemos usar nossos mais próximos: aquele que vive na rua sem lar, o que vive na miséria material qualquer que seja, aquele que se sente só num asilo, num orfanato, num hospital. Que criança será capaz de sobreviver em sua intimidade se nenhuma linguagem será capaz de expressar o sofrimento que ela viveu na pele perambulando pelas faróis e, do outro lado, não havendo ninguém que possa ouvi-la? Que poderá ela nos dizer se chegar a ser adulta? Não temos o que dizer aos descendentes de escravos, aos aviltados históricos deste país?
O que temos nós, de fato, a dizer e a ouvir desta esta criança nas ruas? Elie Wiesel, autor de A Noite, quando criança assistiu à morte por enforcamento de um menino num campo de concentração. A condenação fora a condenação do futuro e de toda a humanidade. Mas ainda podemos corrigir os erros. Melhor começar conversando direito, descobrindo o que temos a dizer e ouvir.